TST condena Ortobom a pagar R$ 300 mil por ausência de mulheres na gerência

Relator do caso no TST afirmou que, apesar de 22 gerências compostas apenas por homens, empresa é sediada em cidade com maioria da população sendo mulheres

Caio César

(Warley Andrade/TV Brasil)
(Warley Andrade/TV Brasil)

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A empresa Ortobom foi condenada a pagar R$ 300 mil em danos morais coletivos por discriminação contra mulheres. A sentença foi motivada por todas as 22 gerências e duas subgerências da empresa terem sido exclusivamente ocupadas por homens em 2022.

A denúncia ocorreu após o Ministério Público do Trabalho apresentar uma ação civil pública contra a sede da fabricante de colchões em Arapongas, no Paraná.

A condenação foi confirmada por unanimidade pela 3ª Turma do Tribunal Superior de Trabalho. Na decisão, o relator do caso, o ministro Alberto Balazeiro, afirmou que a empresa não apresentou uma explicação plausível para a ausência de mulheres na gerência em uma cidade cujo mais da metade da população é composta por mulheres.

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Em nota, a Ortobom destaca que o caso em questão “refere-se a um caso específico envolvendo apenas uma de suas 13 unidades fabris, localizada em Arapongas (PR), não representando a realidade da companhia como um todo”. Por tramitar sob sigilo judicial, a empresa não pode comentar detalhes do processo.

“A Ortobom reafirma seu compromisso com a legislação, com a igualdade de oportunidades e com uma gestão pautada pela meritocracia. Atualmente, a companhia tem uma mulher como CEO, reflexo de uma cultura organizacional que valoriza competências, desempenho e potencial no desenvolvimento de seus profissionais. A empresa também mantém investimentos contínuos em iniciativas voltadas à atração, ao desenvolvimento e à permanência de talentos femininos, fortalecendo um ambiente de trabalho respeitoso, inclusivo e alinhado às melhores práticas de gestão de pessoas”, conclui nota enviada ao InfoMoney.