Flávio Bolsonaro: Agro está sofrendo muito com esse governo, tratado como inimigo

O senador também prometeu, que se eleito, olhar para o endividamento dos que trabalham no campo

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O candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que assumiu compromisso com várias pautas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e criticou a relação do governo Lula com o setor. “Estou muito honrado com esse apoio que recebo da frente e assumo compromisso com eles. Um setor que está sofrendo demais nas mãos do atual governo, que tem tratado esse setor como se fosse um inimigo. Estava lá em Santa Catarina recentemente, chamando os nossos produtores rurais de fascistas, dizendo que eles tinham que se ajoelhar aos pés dele em função do que ele acha que fez para o setor”, disse Flávio Bolsonaro a jornalistas na noite desta terça-feira quando o candidato recebeu a bancada em encontro em Brasília para declaração pública de apoio.

Sem citar nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato fez referência à declaração de Lula de “que o agro deveria se ajoelhar a ele”.

O senador afirmou ainda que, se eleito, a FPA sempre será ouvida para qualquer tomada de decisão na área da agricultura, em relação aos projetos de lei e pautas.

Questionado se a FPA indicará, caso seja eleito, o ministro da Agricultura, como fez no governo do pai, Flávio Bolsonaro respondeu que “vai”.

Entre as pautas com as quais se comprometeu com a bancada agropecuária, a maior e mais influente do Congresso Nacional, Flávio Bolsonaro citou ação em práticas de dumping quando forem identificadas, como no setor do leite. “O governo vai fazer a sua parte, não para fazer protecionismo, mas para fazer justiça aos produtores”, comentou.

Flávio Bolsonaro citou ainda o elevado endividamento do campo. “Com o governo que a gente pretende fazer com muita austeridade, com muita previsibilidade, segurança, corte de despesas e aumento em novas receitas, vamos conseguir amparar e dar previsibilidade para que o financiamento para o setor produtivo ocorra da forma como vinha acontecendo no governo do presidente Bolsonaro com juros menores, previsibilidade e longo prazo”, apontou.

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