Brasil é o país com mais dentistas no mundo, mas ainda existem áreas de tratamento pouco exploradas e regiões com carência de profissionais

Cerca de 19% dos dentistas do mundo estão no Brasil. Além do excesso de profissionais, estes estão mal distribuídos, com 57% deles se concentrando em apenas 3 estados (SP, MG e RJ). Apesar disso, ainda existem áreas de tratamento pouco exploradas, como o tratamento do mau hálito (ou halitose) e da boca seca, que agora poderão ter profissionais capacitados à distância, com a possibilidade de fazerem um curso teórico-demonstrativo 100% online.

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De acordo com uma publicação do Conselho Federal de Odontologia (CFO) com dados de 2010, o Brasil é o país com mais dentistas no mundo, concentrando cerca de 19% dos profissionais. Entretanto, 57% destes se encontram em apenas três Estados – cerca de 33% estão em São Paulo, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, cada um, aproximadamente 12% dos dentistas do Brasil.

Desde 2010, em apenas 8 anos, o número de Dentistas ativos no Brasil cresceu 42,27% passando de 219.575 para 312.403 dentistas, segundo dados oficiais do CFO em 30/10/2018 (cfo.org.br/website/estatísticas). Considerando a população brasileira de 208.494.900 (IBGE – 07/18), temos a proporção 668 habitantes / dentista. Em outras palavras, são 1495 dentistas por 1 milhão de habitantes, enquanto, de acordo com dados de 2015 do site Statista, essa proporção para Alemanha, Japão, França, Estados Unidos, Reino Unido e China é de 780, 750, 680, 610, 430 e 105 dentistas / 1 milhão de habitantes, respectivamente.

Odontologia de primeiro mundo – desafios de terceiro mundo

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Apesar dos cursos de odontologia do Brasil estarem entre os melhores do mundo, segundo pesquisa da CWUR (Center for World University Rankings), de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, divulgada em junho de 2015 pelo IBGE, existem grandes desafios a serem vencidos. Cerca de 55,6% dos brasileiros não se consultam com o dentista anualmente, apesar da recomendação dos dentistas ser de que as consultas sejam semestrais. No Norte e no Nordeste, os índices são ainda piores: 65,6% e 62,5% da população, respectivamente, não vai ao dentista todo ano. Já no Sul e no Sudeste, os percentuais são de 48,1% e 51,7%, respectivamente. Os números foram levantados no último trimestre de 2013 e a pergunta se referiu aos 12 meses anteriores à entrevista. A PNS revelou que entre as pessoas com 18 anos ou mais, 11% perderam todos os dentes e entre os brasileiros que estão acima dos 60 anos, o índice é de 41,5%.

Novas áreas de tratamento, pouco divulgadas, com uma grande demanda reprimida

Apesar da má distribuição geográfica e do excesso de dentistas, existem áreas de tratamento pouco exploradas, como os tratamentos do mau hálito e da boca seca, por exemplo, com uma grande demanda de pacientes. Para exemplificar a demanda reprimida que existe no tratamento do mau hálito (ou halitose), em uma revisão sistemática da literatura publicada em 2018 (Silva et al.), visando determinar a proporção de casos de halitose em adolescentes e adultos, a prevalência média estimada de mau hálito no mundo foi de 31,8%, com os autores sugerindo ao final do estudo que há uma tendência mundial para o aumento dessa porcentagem.

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Ou seja, quase um terço da população mundial necessita do tratamento do mau hálito e, segundo a Associação Brasileira de Halitose, dados brasileiros sugerem estatísticas similares às mundiais. De acordo com o Dentista Maurício Duarte da Conceição, pós-graduado em halitose (especialização pela SL Mandic) e mestre em Psicologia, “se a esse número forem somados os pacientes que não tem mau hálito, mas acreditam ter, cuja demanda na prática clínica é ainda maior que os próprios pacientes com halitose, e que também necessitam de tratamento, a demanda de pacientes que necessitam tratar o seu hálito ou sua insegurança com relação ao mau hálito será bem maior”.  

Além disso, considerando que um terço da população tem o potencial de ser um paciente de halitose, a grande maioria dos profissionais não está preparada para diagnosticar e tratar esses pacientes. Com relação à boca seca, existem pouquíssimos profissionais qualificados a tratar essa disfunção, sendo também uma área com grande demanda de pacientes, complementa o Dr. Maurício Conceição.

Capacitação 100% online no tratamento do mau hálito e da boca seca

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Por outro lado, o número de profissionais capacitados a tratar a halitose é insuficiente, sendo que a Associação Brasileira de Halitose possui cerca de 100 dentistas associados (dados de Outubro de 2018), um número insuficiente para atender a demanda de tratamento existente. Visando alcançar profissionais de todas as regiões do Brasil e a capacitar profissionais no tratamento do mau hálito e da boca seca, o Dr. Maurício Conceição transformou em online o seu curso de diagnóstico e tratamento da halitose e da boca seca (Curso Halitus), que até 2017 era presencial.

“Ao fazer o Curso Halitus Online o profissional terá acesso a um protocolo de tratamento completo, recebendo em casa o livro Bom Hálito e Segurança, apostila, fichas clínicas, material didático para ser utilizado com os pacientes e amostras de produtos, além de ter 6 meses de acesso online para assistir o curso teórico-demonstrativo quantas vezes desejar, em suas horas vagas e no conforto de sua casa ou clínica. Ao completar o curso, composto por dezenas de aulas curtas e objetivas, e seguir o protocolo de tratamento Halitus, os dentistas poderão participar de um indicador profissional exclusivo, desde que cumpram os critérios mínimos”, explica o Dr. Maurício.

No site da Associação Brasileira de Halitose percebe-se que há uma carência de profissionais em todo o Brasil, especialmente em cidades do interior e nas regiões norte e nordeste. Nesse sentido, o Curso de Halitose Halitus Online surge como uma oportunidade para os profissionais que desejam se capacitar nessas novas áreas de atuação. Além dos dentistas, também poderão fazer o curso médicos gastroenterologistas e otorrinolaringologistas, psicólogos, psicanalistas e alunos graduandos nessas áreas. São duas opções de curso, um é o curso básico completo, reconhecido e aprovado pela Associação Brasileira de Halitose. O outro é o lançamento de um minicurso, com carga horária e valores reduzidos, que possibilitará ao profissional diagnosticar e tratar as causas mais frequentes do mau hálito, com direito a receber amostras de produtos, capítulos do livro Bom hálito e Segurança, mini apostila e ficha clínica. Para quem tiver interesse em saber mais e ser avisado em primeira mão sobre as próximas turmas do Curso de Halitose Halitus Online, acesse www.cursodehalitose.com.br/cursos-halitus-online e cadastre-se.

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