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WEG tem lucro de R$ 1,69 bi, mas ação cai; queda no ano alcança 9,3%. Vale investir?

Queda de WEGE3 é oportunidade ou sinal de alerta? Análise técnica explica

Rodrigo Paz

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A WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,69 bilhão no 4T24, queda de 2,9% na base anual, apesar do aumento de 26,4% na receita e 30,5% no EBITDA. A empresa também anunciou dividendos de R$ 1,27 bilhão, com pagamento em 12 de março de 2025. Diante desse cenário, a análise técnica da ação é essencial para identificar oportunidades no mercado.

As ações da WEG (WEGE3) sofreram uma forte queda na última sessão, rompendo a faixa de suporte que sustentava seu movimento lateral desde o ano passado. Com isso, o ativo agora negocia abaixo das médias móveis no gráfico semanal, abrindo espaço para novas quedas caso perca os próximos suportes.

Para retomar um fluxo de alta, será necessário o retorno do volume comprador, inicialmente superando a região das médias e, posteriormente, mirando o topo histórico em R$ 59,76.

Até o momento, fevereiro registra uma queda acumulada de 13,06%, com o papel cotado a R$ 47,85. No ano, a desvalorização já chega a 9,32%.

Para entender até onde o preço das ações da WEG podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica da WEG

No gráfico diário, WEGE3 consolidava um movimento lateral desde agosto de 2024, mas perdeu esse suporte na última sessão, registrando um forte candle de baixa de 8,68%, fechando a R$ 47,85. Esse rompimento elevou a volatilidade e afastou significativamente o ativo das médias móveis, abrindo espaço para uma reação compradora no curto prazo.

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O IFR (14) no diário está em 31,10, também próximo da zona de sobrevenda, o que aumenta a chance de um repique. Entretanto, o papel segue em tendência de baixa e precisará sustentar níveis acima de R$ 47,72/45,44 para evitar novas perdas. Se essa faixa for rompida, os próximos suportes estão em R$ 44,20/41,50, podendo estender a desvalorização para R$ 39,70/36,65.

Para que o papel retome com movimento positivo, será necessário superar as médias móveis de 200 períodos nos R$ 50,49 e as médias de 9 e 21 períodos nos R$ 51,64/R$ 53,20. Caso avance além desse patamar, os próximos alvos ficam em R$ 56,70/57,90, com alvo no topo histórico na faixa de R$ 59,76.

Diante desse cenário, o investidor deve monitorar o comportamento do papel nos próximos pregões, avaliando se a recente queda representa uma oportunidade de compra ou a continuidade do movimento de baixa.

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Fonte: RocketTrader. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Saiba mais:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a WEG vinha operando dentro de uma lateralização desde 2024, tendo renovado seu topo histórico no final do ano passado, em R$ 59,76. A recente pressão vendedora levou o ativo para baixo das médias móveis, aumentando a possibilidade de continuidade do movimento de baixa. No entanto, dado o afastamento das médias, um repique comprador pode ocorrer nos próximos dias.

Para que o papel retome um viés positivo, será necessário superar as resistências em R$ 50,00 e R$ 51,50/52,95. Caso avance além desse patamar, os próximos alvos ficam em R$ 54,29/57,90, com projeções mais longas em R$ 61,90 e R$ 65,25.

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Por outro lado, se o fluxo vendedor se intensificar, o ativo pode romper o suporte em R$ 47,45/44,20, ampliando as perdas para R$ 41,25, com suporte mais forte na média de 200 períodos, próximo a R$ 37,35. Em cenários mais pessimistas, a queda pode se estender até R$ 32,00/30,00.

O IFR (14) no semanal encontra-se em 38,79, próximo da região de sobrevenda, o que reforça a possibilidade de um repique no curto prazo.

Fonte: RocketTrader. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências da WEGE3

Suportes:

  1. R$ 47,45 / R$ 44,20 → Região imediata de suporte; rompimento pode intensificar a queda
  2. R$ 41,25 → Próximo suporte relevante abaixo de R$ 44,20
  3. R$ 37,35 → Média móvel de 200 períodos no gráfico semanal, suporte importante de longo prazo
  4. R$ 32,00 / R$ 30,00 → Alvos mais pessimistas em caso de forte movimento de baixa

Resistências:

  1. R$ 50,00 → Primeiro nível a ser recuperado para sinalizar força compradora
  2. R$ 51,50 / R$ 52,95 → Região chave; rompimento pode indicar retomada de alta
  3. R$ 54,29 / R$ 57,90 → Resistência intermediária antes do topo histórico
  4. R$ 59,76 → Topo histórico e grande barreira psicológica para os compradores
  5. R$ 61,90 / R$ 65,25 → Alvos mais longos em caso de recuperação forte

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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