Temor com agro? XP vê Banco do Brasil como protegido e reforça compra para BBAS3

De modo geral, a XP disse entender as preocupações, mas acredita que o banco está relativamente bem protegido, graças ao tamanho, à diversificação e à qualidade de sua carteira de agronegócios

Felipe Moreira

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A XP Investimentos reforçou visão positiva e recomendação de compra para as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e preço-alvo de R$ 36,50, apesar do aumento da preocupação dos investidores sobre possíveis impactos negativos nos resultados financeiros do banco devido à piora das condições do agronegócio.

De modo geral, a XP disse entender as preocupações, mas acredita que o banco está relativamente bem protegido, graças ao tamanho, à diversificação e à qualidade de sua carteira de agronegócios.

Em termos de diversificação, no final de 2023, o Banco do Brasil possuía uma carteira agrícola de mais de R$ 300 bilhões. “Embora o segmento sozinho represente cerca de 30% da carteira do banco, a carteira do BB é muito diversificada em termos de culturas, tamanho do cliente e localização geográfica”, diz relatório. Diante disso, analistas consideram que o banco está mais protegido, uma vez que sua carteira não está muito exposta a um cliente, local ou cultura específicos.

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A XP também cita que a carteira rural do banco tem apresentado taxas de inadimplência mais baixas do que as outras agências. Na opinião da corretora, isso decorre de uma penetração significativa de seguros; alta taxa de linhas de crédito com garantias; e o uso de recursos de equitização, que exige uma melhor pontuação de crédito.

Além disso, segundo analistas, o Banco do Brasil foi criado, entre outros objetivos, para ser o “banco da agricultura”, o que levou o banco a desenvolver uma expertise na originação de crédito para o segmento que lhe permite ter um índice de inadimplência significativamente abaixo da média do segmento e cerca de 90% de suas operações com rating AA ou A (em dezembro de 2023).

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Para analistas, com um portfólio diversificado, tanto em termos de culturas quanto geográficos, o risco de uma piora esperada na situação de crédito dos produtores de grãos não é relevante e pode se traduzir em uma oportunidade para o Banco do Brasil.

De acordo com relatório, as margens estão retornando aos níveis históricos, de modo que os agricultores devem retomar os investimentos assim que os estoques atuais forem vendidos e a perspectiva de demanda melhorar.