Minério de ferro tem perda mensal por preocupações com exportação de aço da China

No mês, a commodity teve perda foi de 1,17%

Reuters

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CINGAPURA (Reuters) – Os preços futuros do minério de ferro caíram nesta sexta-feira e fecharam com perdas mensais, pressionados pelas preocupações com a imposição de tarifas pelos EUA e os crescentes atritos comerciais contra as exportações de aço da China.


O contrato mais negociado de maio do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China fechou em queda de 0,74%, para 799,5 iuanes (US$109,72) a tonelada. No mês, a perda foi de 1,17%.


O minério de ferro de referência de março na Bolsa de Cingapura recuou 1,36%, a US$103,65 a tonelada, perdendo 1,94% em fevereiro.


O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que as tarifas propostas de 25% sobre produtos mexicanos e canadenses entrarão em vigor em 4 de março, juntamente com uma taxa extra de 10% sobre as importações chinesas.


Trump impôs uma tarifa de 10% sobre as importações chinesas no início deste mês, resultando em tarifa cumulativa de 20%.


Trump também anunciou planos para impor tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, o que provocou uma nova onda de atritos comerciais contra o aço chinês.

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O Vietnã anunciou uma taxa antidumping temporária sobre alguns produtos de aço chineses, enquanto a Coreia do Sul impôs provisoriamente tarifas sobre as importações de aço chinês.


As tarifas de aço impostas pelos EUA também devem interromper o transbordo de aço chinês, estimado em US$7 bilhões, prejudicando uma fonte vital de vendas para o setor siderúrgico chinês em dificuldades, informou a Reuters na quinta-feira.


Enquanto isso, deficiências no esquema de trocas de bens de consumo na China, que poderia reduzir as despesas com produtos não subsidiados e reduzir gastos futuros, estão aumentando a pressão sobre as autoridades para que revelem políticas voltadas para o consumidor com um impacto de longo prazo quando o parlamento da China iniciar sua reunião anual em 5 de março.

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Além disso, a atividade fabril da China deve ter contraído em fevereiro pelo segundo mês seguido, mantendo vivos os apelos por ainda mais estímulos para sustentar a demanda local deprimida.