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Com maior custo de capital em vista das taxas de juros mais altas, o JPMorgan rebaixou a ação da Yduqs (YDUQ3) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para neutra. O banco reitera preferir Cogna (COGN3), com recomendação equivalente à compra, uma vez que ela apresenta maior geração de fluxo de caixa livre e está negociando com desconto em relação à Yduqs (4,7 vezes Preço/Lucro contra 5,7 vezes).
As ações reagiram na Bolsa brasileira. Enquanto COGN3 subiu 1,63% (R$ 1,25), YDUQ3 teve baixa de 5,71%, a R$ 8,58, nesta sexta-feira (17).
Ao analisar apenas a educação superior, a Kroton, da Cogna, está crescendo suas receitas mais rápido que a Yduqs, com 8% ano a ano contra alta respectiva de 6%. Além disso, o ciclo de cobrança de caixa parece mais ágil na Kroton, com os dias de contas a receber ex-PEP (empréstimos privados antigos não mais concedidos) sendo de 40, contra 94 na Yduqs.
A equipe de análise reduziu o preço-alvo para a Yduqs em dezembro de 2025 de R$ 18 para R$ 10,50, principalmente devido ao maior custo de capital.
Fora do Ibovespa, o banco americano também optou por rebaixar Ânima (ANIM3) de compra para neutro, destacando sua preferência por Ser (SEER3), com classificação de compra, já que Ânima continua sendo o player mais alavancado, sendo mais impactada pelas variações nas taxas de juros, enquanto a Ser está rapidamente aumentando a qualidade de seus negócios com a adição de várias vagas de medicina. ANIM3 caiu 3,55% (R$ 1,63), enquanto SEER3 avançou 0,91% (R$ 4,45).
Segundo o relatório, a Ser deve ver uma melhoria relevante em seu perfil de receita, com os cursos de medicina ampliando sua participação de 19% em 2024 para 27% no longo prazo como consequência de várias novas vagas médicas conquistadas por meio de processos judiciais.
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Por outro lado, os analistas esperam que os investidores permaneçam cautelosos com Ânima devido à alta alavancagem (2,9 vezes Dívida Líquida/EBITDA contra 2,1 vezes para Ser), além da maior avaliação em comparação com a Ser (4,2 vezes P/L contra 3,3 vezes).
Diante disso, o JPMorgan retirou o preço-alvo para Ânima (anteriormente R$ de 7 para dezembro de 2025) e reduziu o preço-alvo para Ser em dezembro de 2025 de R$ 12 para R$9, devido ao maior custo de capital.
Em níveis absolutos, o banco pontua que o setor está altamente descontado, incluindo as ações com classificações neutras. Nesse contexto, o JPMorgan comenta que um possível catalisador positivo seria a conversão desses lucros em caixa e sua distribuição para os acionistas. Além disso, um novo marco regulatório para o ensino a distância está prestes a ser divulgado pelo governo, e embora possa trazer algumas restrições, removerá um obstáculo do setor.