IRB (IRBR3) tem alívio e salta 7,80% com recuperação e recomendação elevada

Após derrocada de 18% da véspera, Safra elevou recomendação das ações para neutra

Lara Rizério Agências de notícias

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Após uma derrocada de mais de 18% após os resultados, a sessão desta quinta-feira (27) é de alívio para as ações do ressegurador IRB Re (IRBR3), em um movimento de recuperação e também com a visão de algumas casas de uma queda exagerada. Nesta sessão, os ativos IRBR3 saltaram 7,80%, a R$ 48,40, após chegarem a subir mais de 10% no intraday.

Os analistas do Banco Safra elevaram a recomendação para as ações IRBR3 de venda para neutra, com preço-alvo de R$ 53 para os ativos.

Para os analistas, o IRB conseguiu recuperar parcialmente seu potencial de lucratividade, apesar de enfrentar um grande obstáculo devido às enchentes no Estado do Rio Grande do Sul e fatores negativos no quarto trimestre de 2024.

No entanto, o banco ressalta que as ações caíram forte pós-balanço possivelmente explicado pela realização de lucros (desempenho de 30% no acumulado do ano) e um resultado abaixo do esperado no quarto trimestre.

Para os analistas do Banco Safra, esse movimento de queda agora reequilibrou expectativas e o valuation, e as ações da IRB agora oferecem um potencial de alta de quase 20%. Na visão da instituição financeira, vale mencionar ainda a confiança aumentada nas decisões estratégicas da gestão.

Na véspera, os ativos caíram mesmo após lucro líquido de R$ 112 milhões no quarto trimestre, acima do esperado, e de o presidente-executivo da resseguradora aventar a possibilidade de distribuir dividendos em 2025.

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Analistas do UBS BB chamaram a atenção para o resultado de “underwriting” acima do esperado, que somou R$ 177,8 milhões no trimestre, bem como tendências positivas para 2025. Também destacaram, no entanto, que o resultado antes de impostos e participações (EBT), de R$ 112,3 milhões, ficou abaixo da estimativa deles.

De acordo com a equipe do banco suíço, o resultado ocorreu em razão principalmente de despesas administrativas maiores e receita financeira mais fraca. Eles também citaram que o lucro líquido ficou acima das expectativas, dado o benefício fiscal de prejuízos anteriores.

Analistas do BTG Pactual destacaram na véspera o EBT aquém das projeções, enquanto apontaram que o resultado final foi positivo e os resultados de subscrição terminaram em território positivo, sugerindo que o IRB poderia finalmente ter saído de sua fase de recuperação.

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“A administração continua priorizando a lucratividade em vez do crescimento, garantindo renovações de contratos a preços competitivos e concentrando suas operações no Brasil”, afirmaram, acrescentando que os índices regulatórios permanecem em uma posição confortável.

“À medida que continua a melhorar os resultados, esperamos que comece a pagar dividendos em algum momento em 2025, uma vez que tenha eliminado totalmente as perdas acumuladas”, escreveram os analistas na véspera, reiterando recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 56,50.

(com Reuters)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.