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O Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (6), com investidores de olho em falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto acompanham a agenda de votações no Congresso e aguardam novos dados de emprego dos Estados Unidos.
Haddad participa de reunião de ministros de Economia e presidentes de banco centrais do Mercosul, às 15h (horário de Brasília), no Rio de Janeiro, depois de na véspera ter dito que o Brasil poderá crescer mais de 3% neste ano e 2,5% em 2024.
Na mesma reunião estará presente a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, embora ela não deva falar sobre política monetária sob a regra do silêncio do Comitê de Política Monetária (Copom), a menos de uma semana da próxima reunião do colegiado.
Viva do lucro de grandes empresas
No radar também fica a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que à tarde participa de dois eventos, com destaque para a assinatura de contratos de captação de recursos entre BNDES e o Novo Banco de Desenvolvimento para projetos de infraestrutura sustentável e de mitigação e adaptação às mudanças do clima, às 17h.
Enquanto isso, uma comissão mista no Congresso votará a medida provisória que regulamenta a isenção tributária para créditos fiscais vindos de subvenção para investimentos (MP 1185).
Às 9h16, o índice futuro com vencimento em dezembro operava com ganho de 0,48%, aos 127.725 pontos.
Em Wall Street, os índices futuros dos Estados Unidos operam no terreno positivo, com investidores à espera de novos dados de emprego da pesquisa AP.
Na véspera, a abertura de postos de trabalho dos setores não-agrícolas nos Estados Unidos caiu de 9,350 milhões (dado revisado) em setembro, para 8,733 milhões em outubro, de acordo com o relatório Jolts, publicado pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas, que estimavam a criação de 9,3 milhões de vagas.
Nesta manhã, o Dow Jones Futuro subia 0,09%, S&P Futuro avançava 0,18% e Nasdaq Futuro registrava alta de 0,23%.
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Dólar hoje
O dólar comercial operava com baixa de 0,14%, cotado a R$ 4,918 na compra e R$ 4,919 na venda.
O dólar futuro (DOLF24) para janeiro caía 0,26%, indo aos 4,929 pontos.
Enquanto isso, DXY, índice que mede a força do dólar perante à uma cesta de moedas, opera estável, a 104,05 pontos.
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No mercado de juros, os contratos operavam com queda. O DIF24 opera com baixa de 0,02 pp, a 11,82%; DIF27, -0,02 pp, a 10,14%; DIF29, -0,02 pp, a 10,52%; DIF31 -0,03 pp, a 10,81%.
Exterior
Os mercados europeus abriram em alta na quarta-feira, recuperando das negociações mistas observadas no início da semana, à medida que os investidores aumentavam as apostas de cortes nas taxas do Banco Central Europeu no próximo ano.
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam com alta em sua maioria. Em Xangai o quadro foi de perdas contidas, um dia após a Moody’s ter reafirmado o rating da China em A1, mas alterado a perspectiva de estável para negativa. Já em Tóquio houve avanço de cerca de 2%, com investidores em busca de barganhas após perdas recentes no mercado japonês.
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A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,11%, em 2.968,93 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,55%, a 1.940,72 pontos. Em Xangai, bancos estiveram sob pressão, mas ações ligadas a commodities agrícolas e a alimentos subiram.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,83%, a 16.463,26 pontos. Vários planos de recompra de ações colaboraram para apoiar o humor. Swire Pacific, por exemplo, subiu 17% após dizer que planeja recomprar até 6 bilhões de dólares de Hong Kong em ações.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 2,04%, para 33.445,90 pontos. Busca por preços mais baixos após perdas recentes foi um motivo apontado neste pregão.
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Commodities
As cotações do petróleo caem, uma vez que os mercados continuam a duvidar do impacto dos cortes da OPEP+ e a seguirem sugestões de uma piora das perspetivas de procura na China.
As cotações do minério de ferro na China fecharam com forte alta, impulsionadas por dados econômicos positivos e pela demanda persistentemente forte, e à medida que as preocupações com a supervisão dos mercados pela China para garantir a estabilidade de preços começaram a perder força.
Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência para janeiro, SZZFF4, subiu 2%, a US$ 129,05 por tonelada, às 07h30 GMT.
A DCE, apoiada pelo Estado, disse em 30 de novembro que melhorará a supervisão do mercado de minério de ferro para uma operação de mercado segura e estável. Isto ocorreu após um anúncio, em 24 de novembro, de que a China reforçaria a supervisão e conteria uma alta dos preços.
