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Ibovespa Futuro cai em reação ao balanço da Petrobras e em dia repleto de dados

Petrobras registrou prejuízo líquido de R$17 bilhões no quarto trimestre

Felipe Moreira

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O Ibovespa Futuro operava em baixa nesta quinta-feira (27), reverberando a queda dos ADRs (American Depositary Receipts, ou recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) da Petrobras no pré-mercado americano após a divulgação de dividendos abaixo do esperado e prejuízo na noite de ontem, em um dia ainda cheio de balanços corporativos e dados econômicos.

A Petrobras realiza teleconferência e entrevista nesta sessão depois de informar na véspera que registrou prejuízo líquido de R$ 17 bilhões no quarto trimestre, com impactos de natureza contábil relacionados ao câmbio e com queda nos resultados dos segmentos de exploração, produção, refino e comercialização.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga às 10h30 os pedidos semanais de auxílio-desemprego, dado que pode indicar mudanças no mercado de trabalho. No mesmo horário, sai a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2024, ajudando a calibrar expectativas sobre o ritmo da economia americana e possíveis ajustes na política monetária do Federal Reserve.

Às 09h08 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril caía 0,60%, aos 129.110 pontos.

Nos EUA, o Dow Jones Futuro operava com valorização de 0,35%, S&P500 avançava 0,66% e Nasdaq Futuro subia 0,74%.

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Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista subia 0,26%, aos R$ 5,817 na compra e R$ 5,818 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,19%, aos 5.816 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, depois que os principais índices de Wall Street subiram em meio a novas ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump.

Os preços do petróleo sobem com as preocupações com o fornecimento ressurgindo depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a reversão de uma licença dada à Chevron para operar na Venezuela, potencialmente restringindo o fornecimento de petróleo bruto.

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As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa nesta quinta, pressionados pelas crescentes medidas tarifárias contra o aço chinês, embora a sólida demanda pelo ingrediente usado na fabricação de aço na China, principal consumidora, tenha amortecido a tendência de queda.

(Com Reuters)