Construtoras de média renda se destacam, mas BBA mantém preferência por baixa renda

BBA manteve sua preferência pelo segmento de baixa renda, com Direcional e Cury como suas escolhas principais, seguidas pelo segmento de médio renda, com Cyrela

Felipe Moreira

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O Itaú BBA apontou as construtoras de média renda como os maiores destaques do quarto trimestre de 2024, após as divulgações de dados operacionais do setor.

A equipe de análise do banco destaca o recorde de R$ 9,4 bilhões lançados em São Paulo (alta anual de 84%) e R$ 6,8 bilhões vendidos (alta anual de 66%), o que reforça o momento positivo no segmento de médio a alto poder aquisitivo, apesar das condições macroeconômicas desafiadoras.

Segundo relatório, a Cyrela (CYRE3) foi a principal contribuinte para esse número, com R$ 4,8 bilhões lançados no trimestre.

Viva do lucro de grandes empresas

No entanto, analistas observam que esse aumento ocorreu em todas as empresas, com nomes como Lavvi (LAVV3), Mitre (MTRE3), Trisul (TRIS3) e Even (EVEN3) também lançando em torno de R$ 1 bilhão.

Já os estoques das empresas listadas permanecem controlados em 15 meses (ante 20 meses no 4T23), e a velocidade de vendas está no nível mais alto, em 21%.

Baixa renda

Em relação aos nomes de baixa renda, o BBA observou um aumento no preço médio das unidades vendidas para todas as empresas listadas, o que parece uma antecipação dos potenciais aumentos nos custos de construção devido ao aumento do INCC.

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Ao longo do último ano, o preço médio consolidado passou de R$ 247 mil no 4T23 para R$ 260 mil no 4T24.

Apesar do aumento no preço, analistas destacam que os lançamentos e as vendas não foram negativamente impactados (a velocidade de vendas foi de 26% contra 24% no 4T23). O valor consolidado de lançamentos aumentou 40%, para R$ 28 bilhões, enquanto o valor de vendas subiu 30%, para R$ 27 bilhões.

O Itaú BBA manteve sua preferência pelo segmento de baixa renda, com Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) como suas escolhas principais, seguidas pelo segmento de médio renda, com Cyrela.

Dando continuidade à tendência do trimestre anterior, as empresas expandiram suas posições no banco de terrenos (aumento de R$ 7 bilhões no trimestre e R$ 30 bilhões na comparação anual) – o valor consolidado é de R$ 157 bilhões. O principal aumento veio da Plano&Plano (PLPL3), que teve um crescimento significativo, passando de R$ 11,9 bilhões em banco de terrenos no 4T23 para R$ 27,6 bilhões no 4T24.