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SÃO PAULO – O Barclays avaliou positivamente a precificação da CSN (CSNA3) realizada na quinta-feira (15) para a emissão de bônus no valor de US$ 1 bilhão, mostrou relatório divulgado nesta sexta-feira (16).
A empresa estabeleceu cupons de 6,5% ao ano para os bônus com vencimento em julho de 2020, que foram colocados com 99,096% de valor de face e rendimento de 6,625%.
Ao avaliar a emissão, os analistas Juan C. Cruz, Alexander Monroy e Christopher Buck citaram a significativa posição de liquidez da empresa e a dívida relativamente baixa no curto prazo. “Vemos essa emissão como um esforço para estimular a liquidez, dada a flexibilidade da empresa em realizar aquisições domésticas ou internacionais”, avaliaram.
Pontos positivos e negativos
Entre os pontos positivos relacionados à CSN, o relatório cita a performance sólida da empresa neste ano, o posicionamento oportuno no Brasil (em que a demanda por aço deve ser sustentada pelo cenário macroeconômico), a forte exposição a mineração, a possibilidade de IPO (Initial Public Offering) das unidades de mineração, além da forte posição de liquidez.
Já entre os aspectos negativos, são mencionados o risco decorrente dos projetos de aquisições, a ameaça das pressões de preço no mercado externo sobre o poder de precificação e o enfraquecimento dos preços na Ásia.
Novas emissões
Os analistas ressaltaram que continuam a ver demanda no mercado para novas emissões, dada a liquidez reduzida no mercado secundário.
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Recomendações
Eles também não consideram atrativos os valores relativos dos papéis brasileiros ligados ao setor siderúrgico e, embora não recomendem a venda a descoberto, devido à dificuldade no aluguel de ações, os analistas veem siderúrgicas mais atrativas em outros mercados emergentes.