Gana vai à Justiça para tentar liberar meio-campista e contesta veto do Canadá

Thomas Partey ficou fora da partida contra o Panamá, em Toronto, após ter o visto negado pelas autoridades canadenses

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2026 - Thomas Patey, meio-campista de Gana e do Villareal, acusado de abuso sexual e estupro, deixa o Tribunal de Southwark, em Londres. Foto:  REUTERS/Hannah McKay     TPX IMAGES OF THE DAY/File Photo
13 de abril de 2026 - Thomas Patey, meio-campista de Gana e do Villareal, acusado de abuso sexual e estupro, deixa o Tribunal de Southwark, em Londres. Foto: REUTERS/Hannah McKay TPX IMAGES OF THE DAY/File Photo

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A seleção de Gana decidiu transformar em uma disputa judicial a ausência de Thomas Partey na Copa do Mundo. O governo ganês entrou com uma ação em um tribunal federal do Canadá para tentar reverter a decisão que impediu a entrada do meio-campista no país, numa ofensiva diplomática que elevou o caso para além das quatro linhas.

Considerado uma das principais referências técnicas da equipe africana, Partey ficou fora da partida contra o Panamá, em Toronto, após ter o visto negado pelas autoridades canadenses. Diante do impasse, Acra optou por agir formalmente, apresentando um pedido de urgência à Justiça e enviando um protesto oficial ao governo canadense.

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O ministro das Relações Exteriores de Gana, Sam Okudzeto Ablakwa, criticou duramente a medida e afirmou que o tratamento dado ao jogador foi injusto. Para o governo ganês, a decisão compromete não apenas a preparação da equipe, mas também o princípio de igualdade esportiva em uma competição de alcance mundial.

Thomas Partey responde no Reino Unido a acusações de estupro e agressão sexual envolvendo quatro mulheres. O jogador nega todas as acusações e se declarou inocente no processo, que segue em tramitação.