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SÃO PAULO – A Polícia Federal multou Caixa Econômica Federal, HSBC, Santander, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, BRB, Banrisul, BIC e Citibank por descumprirem leis e normas de segurança.
No total, as multas somaram R$ 2.431.780,28, sendo que o Santander foi multado em R$ 729.302,22 e o Banco do Brasil, em R$ 640.267,91. Já o Bradesco e Itaú Unibanco foram multados em R$ 385.583,02 e R$ 385.040,33, respectivamente. A Caixa recebeu multa de R$ 190.490,93 e o BRB, de R$ 31.924,06. Entre as menores multas, estão a do Banrisul (R$ 28.377,42), do HSBC (R$ 19.510,27), do BIC (R$ 10.642,06) e do Citibank (10.642,06).
De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entre as principais infrações, estão a falta ou descumprimento de plano de segurança aprovado pela Polícia Federal, número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes e transporte de valores feito por bancários.
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“Essas multas revelam que os bancos não estão zelando pelo respeito às leis de segurança, que visam proteger a vida de trabalhadores e clientes, eliminar riscos e prevenir assaltos e mortes”, disse o diretor da confederação, Ademir Wiederkehr.
Febraban
A CCASP (Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada), órgão ligado à Polícia Federal, em reunião realizada na quarta-feira (28), decidiu arquivar 364 processos contra os bancos por descumprimento de itens de segurança nas agências bancárias. A comissão considerou ainda 211 processos passíveis de penalidade, que resultaram em multas de mais de R$ 2,420 milhões.
“As falhas são pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelas instituições financeiras”, disse a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) em nota.
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Em relação ao número de vigilantes, a federação esclareceu que as agências bancárias posseum pelo menos um vigilante, variando conforme a sua movimentação. “A falta momentânea no teste do alarme também tem gerado processos. Neste caso, problemas ocasionais de funcionamento de alarme podem se restringir ao momento em que o agente da Polícia Federal faz o teste, até por um manuseio incorreto do equipamento”, diz a Febraban. Em ambos os casos, a federação afima que as ocorrências não podem ser interpretadas como se as agências não tivessem sistemas de alarmes ou vigilantes.
A federação ainda afirmou que os bancos investem anualmente cerca de R$ 9,5 bilhões em segurança.