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O leitor atento percebeu que o formato de ontem mudou. Como eu já falei (algumas vezes), eu me divirto escrevendo aqui, e o de ontem foi particularmente divertido (e particularmente trabalhoso). Não vai virar o tom padrão. Mercado de ontem foi risk-on. Está difícil de ler o ambiente esses últimos dias: dólar pra baixo, bolsas pra cima (forte), juros fechando (aqui e lá fora), petróleo devolveu uma parte da alta de segunda. Me disseram uma frase e vou pegar emprestada aqui: quem não tá perdido, não tá prestando atenção.
De novo, como todos os dias dos últimos três meses, o assunto principal foi a treasury de 10 anos. A curva fechou quase 15 bps, o que puxou junto os juros brasileiros. Mercado tá mais estranho que as roupas do Falcão (não o jogador de futebol, o Falcão Maia). Hoje já temos dados de inflação nos EUA (PPI, no caso), que podem reforçar o movimento, e a ata do Fed. Mas o grande ator da semana é o CPI, amanhã. Por aqui, temos IPCA. Na Argentina, dólar paralelo passa dos mil pesos. Israel lança “diaspora bonds”: US$ 5,4 bilhões em bonds de guerra. Na China, volta-se a falar em pacote de estímulos. Na sexta, reabre a temporada de balanços, como sempre começando pelos grandes bancos. Tem gestor de fundo que vai trabalhar no feriado.
NFP sai forte, esperamos juros pra cima… cai. Guerra no Oriente Médio, esperamos medo inflacionário e juros pra cima… cai. Vale pesquisar sobre o Demônio de Maxwell, a teoria de que que seria possível (foco na parte “teoria”), em ambientes complexos controlados, ir contra a entropia. Mercado indo contra a ordem natural das coisas: “A merendeira desce, o ônibus sai (…) só depois é que o sol nasce”. Ou ainda, do Queen de 1986, “It’s a kind of magic”.
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