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Aneel propõe redução para R$ 8 bi nas flexibilizações para Amazonas Energia

Agência apresentou nesta terça-feira, o plano de transferência societária da Amazonas Energia

Estadão Conteúdo

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou nesta terça-feira (3) o plano de transferência societária da Amazonas Energia, com previsão inicial de impacto de R$ 15,8 bilhões em 15 anos, considerando as flexibilizações regulatórias e de eficiência aprovadas pela medida provisória nº 1.232, publicada pelo governo em junho. O custo seria de R$ 981 milhões neste ano e de R$ 1,59 bilhão em 2025.

A proposta da área técnica é reduzir esse montante para R$ 8,05 bilhões, conforme antecipou o Estadão. A Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), embutida na tarifa dos consumidores, vai custear esses valores. A diferença de quase 50% é verificada porque o órgão regulador prevê uma cobertura menor para os custos operacionais da concessionária.

A Aneel aprovou a abertura de uma consulta pública para tratar do plano de transferência de controle da Amazonas do Grupo Oliveira para os fundos de investimento Futura e FIP Milão, controlados integralmente pelo grupo J&F.

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A área técnica da Aneel também identificou que o novo controlador não apresentou capacidade técnica no segmento de distribuição e ainda precisará fazer adequações. Por outro lado, foi apresentada “experiência” no segmento de geração (por meio da Âmbar Energia), com 2,5 GW de capacidade instalada de geração, abrangendo outorgas de diversas fontes (hídrica, solar, biomassa, carvão e biogás).

A Aneel também prevê que, em até um ano, a nova operadora da Amazonas Energia apresente um plano de ação para redução estrutural dos custos da CCC.

Tarifa

A CCC é o encargo para subsidiar os custos de geração de sistemas isolados, sendo bancados na tarifa de todos os consumidores. As empresas concessionárias recebem reembolsos dessa conta, usados para ressarcir os custos de geração, incluindo combustível, contratação de potência e despesas acessórias, por exemplo.

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Ocorre que são utilizados critérios de eficiência econômica e operacional para aumentar ou diminuir esses reembolsos. Em caso de ineficiência, há um repasse menor. A medida adotada pelo governo foi permitir carência na aplicação desses critérios, proporcionando um alívio no prazo de 15 anos.