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Modelo de remuneração fee fixo cresce mais de 5 vezes no mercado financeiro do Brasil

No fee fixo, em vez de pagar por cada operação, o investidor contrata um serviço contínuo, com cobrança periódica calculada sobre o valor do patrimônio investido

Marcelo Monteiro

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O modelo de remuneração fee fixo, recentemente adotado no Brasil, ganhou força entre os assessores de investimentos, de acordo com dados da AAWZ, consultoria especializada no segmento. A empresa aponta um crescimento superior a cinco vezes em um intervalo de 24 meses.

Predominante no mercado dos Estados Unidos, o fee fixo funciona como uma espécie de assinatura. Em vez de pagar por cada operação realizada, o investidor contrata um serviço contínuo, com cobrança periódica calculada sobre o valor do patrimônio investido.

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O percentual do fee fixo varia de acordo com o escritório contratado e o montante investido. A faixa mais recorrente para investidores pessoa física gira em torno de 1% e 0,4% (na medida em que o patrimônio aplicado aumenta).

A dinâmica tem atraído adeptos, reforça levantamento da AAWZ divulgado no evento A Virada do Mercado Financeiro. O estudo confirma um crescimento acelerado da modalidade.

De acordo com os dados da consultoria, a participação de assessores com clientes no modelo fee fixo avançou de 7% no primeiro trimestre de 2024 para 38% no quarto trimestre de 2025, movimento que representa o crescimento de mais de cinco vezes nos últimos dois anos.

Na avaliação da empresa, o avanço da transparência regulatória e a maior atenção dos investidores à estrutura de remuneração dos distribuidores tendem a favorecer a expansão gradual do modelo nos próximos anos.

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Mudança estrutural na indústria

Conforme avaliação apresentada pela AAWZ, a evolução do fee fixo representa uma mudança estrutural na indústria de investimentos, com potencial para alterar gradualmente a dinâmica de remuneração dos escritórios de assessoria e das plataformas de distribuição.

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A consultoria também projeta expansão do canal B2B ao longo da próxima década, em um cenário de maior foco em planejamento financeiro, transparência e relacionamento de longo prazo com os investidores.

O principal ponto de atenção para o mercado agora é a velocidade dessa transição.

A avaliação de participantes da indústria é que o modelo fee-based deve continuar ganhando espaço nos próximos anos, impulsionado pela maior transparência regulatória e pela busca dos investidores por mais clareza sobre custos e remuneração.

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Apesar do avanço da modalidade, a expectativa predominante é de coexistência entre diferentes formatos de relacionamento, permitindo que investidores escolham a estrutura mais adequada aos seus objetivos e necessidades.

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XP amplia oferta de modelos de relacionamento

A XP vem adotando uma estratégia baseada em diferentes modelos de atendimento, permitindo que o cliente escolha a estrutura mais adequada ao seu perfil.

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Em artigo publicado pela companhia, o CEO da XP, Thiago Maffra, afirmou que a instituição oferece atualmente modelos transacional, fee fixo e consultoria, defendendo que não existe uma única forma ideal de relacionamento para todos os investidores.

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Segundo a XP, o modelo fee fixo segue em expansão e já reúne mais de R$ 245 bilhões de ativos administrados dentro da plataforma.

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A companhia afirma ainda que a modalidade vem registrando crescimento trimestre após trimestre.

Marcelo Monteiro

Formado em Jornalismo pela UFSM, Marcelo Monteiro atua há mais de 30 anos na imprensa. Trabalhou em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Gazeta Mercantil, Hoje em Dia e Diário Catarinense. É autor dos livros "U-507" (2012) e "U-93" (2014) e dirigiu os documentários "Delírios" (2021) e "Além do Limite" (2022).