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A Inteligência Artificial (IA) não é apenas uma tendência tecnológica, mas um verdadeiro agente de transformação econômica, capaz de impulsionar a produtividade global de forma inédita.
Essa é a visão de Giuliano De Marchi, Head of Latin America do JP Morgan Asset Management. Em uma análise detalhada do cenário macroeconômico, De Marchi destacou a IA como um dos pilares que moldarão o mercado nos próximos anos.
Para ele, a IA tem potencial para redefinir a forma como se mede a riqueza gerada, atualmente baseada no PIB e na produtividade humana. “O que a IA deve mudar na nossa forma de pensar, eu não sei se é para o ano que vem, mas nos próximos anos, é a nossa produtividade individual”, afirmou.
Segundo De Marchi, a tecnologia atuará como um “agente plugado” em cada profissional, acelerando o trabalho intelectual e a tomada de decisões.
“Eu acho que ela vai impulsionar o nosso trabalho de uma certa maneira”, completou, sugerindo que a produtividade pode crescer de forma exponencial — algo que as projeções econômicas tradicionais ainda não capturam.
O executivo compartilhou suas análises no podcast Outliers Infomoney, apresentado por Clara Sodré e Fabiano Cintra.
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Mercado americano e busca por proteção
De Marchi também comentou sobre as estratégias de investimento mais procuradas no mercado US offshore, com Miami consolidada como um hub de distribuição. O JP Morgan Asset Management, líder nesse segmento, observa forte crescimento em ações americanas (US Equities), mas o foco dos investidores está mudando.
Com a concentração de ganhos nas chamadas “Sete Magníficas” — Apple (AAPL34); Microsoft (MSFT34); Alphabet (GOOGL34), dona do Google; Amazon (AMZO34); Meta (META34), dona do Facebook, Instagram e WhatsApp; Nvidia (NVDA34) e Tesla (TSLA34) — que atualmente representam 45% do índice, há uma crescente busca por estratégias de proteção.
“Estamos adotando algumas estratégias de derivativos para proteger, de forma que, se houver uma queda, seja possível limitar o impacto”
