Ibovespa perde forças após superar 91.000 pontos com acordo entre EUA e China

O acordo entre os países foi fechado durante o G-20 no fim de semana e impacta as bolsas ao redor do mundo e o mercado de commodities
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Uma onda de otimismo generalizada toma conta dos mercados globais após uma trégua na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e a bolsa brasileira renovou recordes.

O acordo entre os países foi fechado durante o G-20 no fim de semana e impacta as bolsas ao redor do mundo e o mercado de commodities, impulsionando o Ibovespa, neste início de dezembro. O índice caminha para um fechamento de pregão acima de 90 mil pontos pela primeira vez na história. 

Às 17h01 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,21%, aos 89.694 pontos, após alcançar a máxima histórica intraday de 91.242 pontos. O índice perdeu força após a abertura das bolsas em Wall Street mais tímidas do que indicavam os futuros, mas ainda em alta. 

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O contrato de dólar futuro com vencimento em janeiro de 2019 tinha queda de 0,50%, cotado a R$ 3,844, e o dólar comercial caía 0,35%, para R$ 3,8423 na venda, na máxima do dia, chegando a bater em R$ 3,8194 na mínima. 

O desempenho é positivo no mercado de commodities, com alta de quase 2% do minério de ferro e de mais de 3% no petróleo, após o insumo registrar a pior semana em um década no fim de novembro.

A disparada do petróleo após pior semana em uma década também é influenciada por decisões dos líderes da Rússia e Arábia Saudita, também reunidos no G-20, de ampliar um pacto para controlar os preços no mercado – embora os dois países ainda não tenham confirmado novos cortes de produção.

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Ainda no radar do mercado de petróleo, o Catar decidiu se retirar da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a partir de 1º de janeiro, para que possa se concentrar em planos de ampliar sua produção de gás natural.

China e EUA

Os presidentes dos países, Donald Trump e Xi Jinping, concordaram em não aplicar tarifas adicionais em suas exportações, dando uma trégua na guerra comercial que se arrasta há semanas e colocava pressão nos mercados financeiros.

Com o acordo fechado durante o G-20, ocorrido no fim de semana na Argentina, os Estados Unidos suspenderam o aumento das tarifas para 25% sobre os US$ 200 bilhões em bens chineses que entrariam em vigor em 1 de janeiro. Em contrapartida, a China se comprometeu a aumentar suas compras do mercado norte-americano de produtos agrícolas, energéticos e industriais. Não foi fechado um valor específico.

A pausa terá duração de 90 dias, período em que China e Estados Unidos tentarão resolver suas divergências comerciais em novas negociações. A Casa Branca também informou que os países irão tratar nas próximas semanas de negociações que incluem, além da parte comercial, transferência de tecnologia, propriedade intelectual, barreiras não-tarifárias, roubo cibernético e agricultura.  

Se não chegarem a um acordo comercial dentro de 90 dias, os países concordaram com o aumento da alíquota de impostos dos EUA para os produtos chineses de 10% para 25%. 

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Para os analistas do Credit Suisse, o prazo parece “bastante apertado”, especialmente considerando os feriados de Natal e Ano Novo no ocidente e o Ano Novo Chinês. Para eles, o curto deadline estipulado pelo governo americano tem o objetivo de pressionar o governo chinês a dar sinais de boa vontade e ações rápidas. De toda forma, eles acreditam que a “ansiedade” pode voltar após a virada do ano.

Caso o governo chinês realmente se mostre disposto a acabar com a guerra comercial, provavelmente vão anunciar reformas domésticas e enviar sinalização ao mercado durante o encontro anual chinês da Conferência Central de Trabalho Econômico, em meados de dezembro. 

Destaques da Bolsa

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 9,76 +4,39 +7,72 191,84M
 GGBR4 GERDAU PN ED 16,03 +3,55 +32,61 301,14M
 GOAU4 GERDAU MET PN ED 7,58 +3,55 +34,40 131,42M
 MRFG3 MARFRIG ON 6,38 +2,90 -12,84 15,00M
 CSNA3 SID NACIONALON 9,12 +2,82 +8,83 64,09M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 RAIL3 RUMO S.A. ON 16,94 -2,87 +30,61 134,26M
 IGTA3 IGUATEMI ON 38,34 -2,02 -0,83 40,22M
 BBDC4 BRADESCO PN 37,76 -1,82 +23,50 700,94M
 SMLS3 SMILES ON 43,49 -1,61 -39,70 37,19M
 ABEV3 AMBEV S/A ON 16,65 -1,60 -20,83 365,47M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Noticiário político
O critério de escolha de ministros e o modelo de articulação política adotado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), devem fazer com que o próximo governo entre em campo com uma coalizão instável no Congresso, informa o jornal Folha de S. Paulo. Metade dos principais partidos do país diz que pretende colaborar com o presidente eleito, mas só 3 das 15 maiores siglas da Câmara dos Deputados dizem estar dispostas a integrar oficialmente a base governista.

A relação entre esses partidos e o novo governo indica que Bolsonaro terá um núcleo enxuto de sustentação política. Para aprovar projetos de seu interesse, o presidente eleito dependerá também de siglas que têm simpatia por sua agenda, mas permanecem em órbitas afastadas.

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A equipe de reportagem da Folha consultou os presidentes, dirigentes e líderes dos 15 maiores partidos da Câmara. Além do PSL de Bolsonaro, apenas DEM e PTB discutem uma adesão formal à base aliada do próximo governo.

Paulo Guedes cancelou uma viagem que faria à Europa nesta semana por motivos de saúde, ainda segundo a Folha de S.Paulo. O futuro ministro da Economia de Jair Bolsonaro está afônico e com febre alta e deverá ficar de repouso para tratar uma infecção.

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