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Dólar fecha em alta e bate os R$ 5,80 com exterior, fiscal e dados de emprego

Na quarta-feira o dólar à vista fechou em leve queda de 0,04%, a R$ 5,7525.

Felipe Moreira

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Em uma sessão de modo geral negativa para os ativos brasileiros, o dólar fechou a quarta-feira novamente acima dos R$5,80, com as cotações sendo impulsionadas por fatores internos e externos.

Além do avanço da moeda norte-americana também no exterior, o dólar foi influenciado pela forte geração de vagas formais de emprego no Brasil em janeiro, por preocupações em torno da reforma ministerial no governo Lula e por receios dos agentes com o equilíbrio fiscal brasileiro, em meio à queda de popularidade do presidente.

Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Qual é a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou em alta de 0,86%, aos R$5,8022. Em 2025, porém, a moeda norte-americana acumula queda de 6,10%.

Às 17h06 na B3 o dólar para março — atualmente o mais líquido – subia 1,18%, aos R$5,8100.

Dólar comercial

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Dólar turismo

O que aconteceu com dólar hoje?

No exterior o dólar sustentava ganhos ante uma cesta de divisas fortes desde mais cedo, mas tinha sinais mistos em relação às moedas de emergentes. O cenário foi mudando durante a manhã, com o dólar passando a sustentar ganhos também ante divisas como o peso do México e o peso do Chile — dois dos países possivelmente mais afetados por eventuais novas tarifas dos EUA sobre o cobre importado.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou uma investigação sobre possíveis novas tarifas em importações de cobre, para reconstruir a produção norte-americana do metal.

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“O dólar no Brasil sobe acompanhando o fortalecimento da moeda lá fora”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “No início do dia houve certo fluxo de entrada (de divisas no Brasil) e também perspectiva de fluxo, com o mercado trabalhando com a perspectiva de entrada de recursos de captações externas”, acrescentou, citando entre as operações mais recentes a realizada pelo Itaú Unibanco.

Com o fortalecimento das cotações no exterior, o dólar à vista se reaproximou dos R$5,80 no Brasil.

Internamente as atenções se voltaram para a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que foram geradas 137.303 vagas formais, com o resultado muito acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 48.000 vagas.

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Na segunda-feira o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, havia antecipado a geração de “mais de 100 mil vagas” em janeiro, o que esvaziou em parte o impacto da divulgação desta quarta-feira.

O cenário político também segue no foco dos investidores no Brasil, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e indicar para seu lugar Alexandre Padilha, que deixará a Secretaria de Relações Institucionais.

A dança das cadeiras nos ministérios é mais uma tentativa de Lula de retomar apoio político em Brasília, em um contexto de queda de popularidade. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira indicou que a avaliação negativa do governo Lula disparou na Bahia e em Pernambuco, os dois maiores Estados do Nordeste em termos de população.

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No mercado, um dos receios é de que Lula, ao ser pressionado pela perda de apoio, abra os cofres e piore ainda mais a situação fiscal do governo. Nesta manhã, durante coletiva em Brasília, Marinho confirmou que será publicada na sexta-feira a medida provisória liberando o saque do saldo remanescente do FGTS para trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 até a data da publicação e que, por terem aderido ao saque-aniversário, ficaram impedidos de acessar os recursos. Conforme o governo, serão disponibilizados R$12 bilhões.

O Banco Central vendeu em leilão todos os 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de abril de 2025.