Morar de aluguel na cidade de SP ficou 11% mais caro em 2025

Cerca de 82% dos contratos de locação residencial negociados em janeiro tiveram aumento, conforme levantamento da Lello

Anna França

(Fonte: Pixabay/ OleksandrPidvalnyi)
(Fonte: Pixabay/ OleksandrPidvalnyi)

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Morar de aluguel na capital paulista ficou, em média, 11% mais caro neste ano. Cerca de 82% dos contratos de locação residencial renovados no mês de janeiro de 2025 tiveram aumento no valor, acordado entre proprietários e inquilinos, como mostra um levantamento feito pela imobiliária Lello, que administra mais de 16 mil imóveis no País.

Do total de contratos negociados em janeiro, 32% tiveram elevação acima de R$ 300. Outros 34% aumentaram entre R$ 201 e R$ 300, 22% registraram aumento de R$ 101 a R$ 200 e em 12% dos casos o valor subiu até R$ 100, conforme pesquisa do grupo Lello.

O diretor de estratégia da Lello Imóveis, Raphael Sylvester, explica que os ajustes nos valores dos aluguéis de imóveis foram reprimidos desde a época de pandemia, nos anos de 2020, 2021 e 2022, quando muitos contratos não foram reajustados na renovação ou registraram até mesmo redução.

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“A inflação acumulada nos últimos anos justifica os ajustes aplicados, mas é importante lembrar que é sempre recomendável o diálogo e o consenso entre locadores e locatários para que as condições contratuais fiquem adequadas para todos”, afirma o executivo.

Ele acrescenta que é preciso bom senso para que, de um lado, o inquilino garanta a permanência no mesmo imóvel e, do outro, o proprietário mantenha a unidade ocupada para garantir seu rendimento todos os meses.

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Indicadores

O Índice FipeZap de janeiro também comprova que os custos aumentaram bastante e hoje São Paulo já é a capital mais cara para se viver de aluguel no Brasil. Para morar na capital paulista o cidadão precisa desembolsar, em média, R$ 2.879 por mês para um imóvel de 50 metros quadrados.  

Os preços dos alugueis residenciais, segundo o Índice FipeZap, subiram 0,96% só em janeiro de 2025, bem acima dos 0,16% registrado no período pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial registrado no País. Em 12 meses, a alta acumulada pelos alugueis foi de 13,16%, segundo o Índice FipeZap. 

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Em janeiro, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, desacelerou em comparação aos 0,94% registrado no último mês de 2024. Mas foi menos que o esperado pelo mercado, subindo 0,27%, conforme dados apurados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em fevereiro os contratos de aluguel que fizeram aniversário tiveram reajuste de 6,75%, percentual equivalente ao IGP-M acumulado em 12 meses.

Anna França

Jornalista especializada em economia e finanças. Foi editora de Negócios e Legislação no DCI, subeditora de indústria na Gazeta Mercantil e repórter de finanças e agronegócios na revista Dinheiro