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A Enel informou na madrugada desta quinta-feira (17) que restabeleceu o fornecimento de energia elétrica de praticamente todos os cerca de 3 milhões de clientes que ficaram sem luz na capital e região metropolitana de São Paulo desde a última sexta. Segundo a concessionária, restam oito imóveis que reportaram interrupção no domingo.
Ainda de acordo com a companhia, o Ministério de Minas e Energia foi informado da regularização dos serviços – seis dias depois do apagão que atingiu a maior metrópole da América Latina.
A informação surge pouco depois de a Justiça de São Paulo dar prazo de 24 horas para a Enel restabelecer a energia elétrica para os clientes afetados pelas chuvas. A decisão liminar, tomada na segunda-feira pelo juiz Fabio de Souza Pimenta, da 32ª Vara Cível da capital e publicada nesta quinta no Diário de Justiça, prevê multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento.
Segundo a Enel, há na sua área de cobertura na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo atualmente cerca de 60 mil clientes sem energia elétrica, mas com causas que não seriam ligadas ao temporal que atingiu a região na semana passada.
A quantidade de incidentes, no entanto, é o dobro da média de 30 mil afetados por dia, em situações normais. A Enel atribui o número ao aumento da fila para atendimento pelas equipes técnicas devido à força-tarefa iniciada para lidar com o apagão. Segundo a empresa, a expectativa é que os serviços normalizem a partir de hoje.
“Sem crise”
Em entrevista a jornalistas sobre os impactos do temporal, o presidente da concessionária, Guilherme Lencastre, disse que a Enel não está mais em situação de crise e defendeu mudanças no contrato de concessão das distribuidoras, afirmando que o modelo atual “não incentiva” maiores investimentos em resiliência da rede elétrica.
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A distribuidora que atende a região metropolitana de São Paulo havia informado inicialmente que 2,1 milhões de clientes haviam sido afetados pelo tempestade, mas corrigiu nesta quinta-feira esse número para 3,1 milhões.
Segundo o presidente da concessionária, 1 milhão de clientes tiveram seu fornecimento de energia recuperado “rapidamente” devido a recursos tecnológicos aplicados na rede e acabaram não entrando na apuração divulgada inicialmente.
Lencastre avaliou que “a curva de recuperação dos clientes” da distribuidora foi “melhor” que a de novembro do ano passado, quando milhões de clientes também ficaram sem luz depois de um evento climático extremo, com os trabalhos de recuperação se prolongando por uma semana.
(Com G1, O Globo e Reuters)