Petróleo sob pressão com conflito Israel-Irã, Campos Neto, Petrobras e mais

Israel conduziu um ataque limitado contra Irã na noite de ontem

Felipe Moreira

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Os preços do petróleo chegaram a subir mais de 3% nesta sexta-feira (19), depois de Israel ter realizado um ataque ao Irã, provocando receios de uma guerra em expansão no Oriente Médio. A agência de notícias iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas perto do aeroporto de Isfahan e que os voos para os aeroportos de Teerã, Isfahan e Shiraz foram suspensos.

Por aqui, com a agenda de indicadores domésticos esvaziada, as atenções seguem voltadas para reunião do conselho da Petrobras desta sexta-feira (19), O encontro, porém, não deve deliberar sobre os dividendos extraordinários, conforme disse na véspera o presidente da estatal, Jean Paul Prates.

Enquanto isso, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, está previsto para discursar no último de evento do FMI nos Estados Unidos.

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1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com baixa, em meio a escalada das tensões entre Isarel e Irã. Na noite de ontem, Israel conduziu um ataque limitado contra o Irã.

O S&P 500 caminha para a pior semana em quase seis meses. O S&P 500 caiu por cinco sessões consecutivas, elevando as perdas acumuladas na semana para 2,2%. Seria a terceira semana negativa consecutiva do benchmark de grande capitalização e a maior semana de perdas desde 27 de outubro de 2023. A retração do mercado foi em grande parte impulsionada pelas expectativas moderadas de um corte nas taxas em breve.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

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Dow Jones Futuro: -0,31%

S&P 500 Futuro: -0,35%

Nasdaq Futuro: -0,58%

Ásia

Os mercados asiáticos encerraram o dia com perdas generalizadas, depois de Israel realizar um ataque limitado ao Irã. O Índice de Taiwan liderou as perdas na Ásia na sexta-feira, caindo 3,81% e fechando em 19.527,12, seu nível mais baixo em mais de um mês.

Shanghai SE (China), -0,29%

Nikkei (Japão): -2,66%

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Hang Seng Index (Hong Kong): -0,99%

Kospi (Coreia do Sul): -1,63%

ASX 200 (Austrália): -0,98%

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Europa

Os mercados europeus operam em forte baixa, encerrando uma semana em que a escalada das tensões no Oriente Médio e a reavaliação das expectativas das taxas de juro estiveram em foco.

Os investidores estão a acompanhar uma série de comentários sobre a trajetória das taxas de juro resultantes das Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional. O membro votante do Banco Central Europeu, François Villeroy de Galhau, disse à CNBC na quinta-feira que a instituição deveria cortar as taxas de juros em junho para evitar ficar atrás da curva de inflação.

FTSE 100 (Reino Unido): -0,53%

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DAX (Alemanha): -0,65%

CAC 40 (França): -0,45%

FTSE MIB (Itália): -0,46%

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STOXX 600: -0,48%

Commodities 

Os preços do petróleo operam com ganhos, enquanto investidores aguardam mais detalhes sobre a dimensão do ataque de Israel ao Irã realizado na noite passada.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, mas estavam a caminho de uma segunda semana consecutiva de ganhos, à medida que a demanda melhorava no principal consumidor, a China. O minério de ferro de referência para maio, SZZFK4, na Bolsa de Cingapura, caiu 0,12 %, para US$ 116,7 a tonelada.

Petróleo WTI, +0,57%, a US$ 83,20 o barril

Petróleo Brent, +0,37%, a US$ 87,43 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 0,34%, a 871 iuanes, o equivalente a US$ 120,28

Bitcoin

2. Agenda

A semana termina com a divulgação da sondagem Industrial de abril no Brasil.

Brasil

10h: Sondagem Industrial de abril

13h30: Roberto Campos Neto, concede palestra no seminário Capital flows and growth, where is the money going, promovido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington D.C., EUA

16h: Campos Neto, fará palestra no seminário A Vision for the Future Financial System, promovido pelo Peterson Institute for International Economics (PIEE) e pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Washington D.C., EUA.

3. Noticiário econômico

BC só intervirá no dólar em caso de mau funcionamento dos mercados

A incerteza econômica internacional agravou-se nas últimas semanas e, por enquanto, comprometeu a capacidade de o Banco Central (BC) antever os desdobramentos da crise, disse na última quinta-feira (18) o presidente da instituição BC, Roberto Campos Neto. Ele concedeu entrevista coletiva ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse que a autoridade monetária só intervirá no câmbio em caso de mau funcionamento dos mercados.

Leilão da estatal de energia de SP será nesta sexta-feira

O governo de São Paulo realiza, nesta sexta-feira (19), o leilão que irá consolidar a privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). A divulgação dos valores propostos pelas companhias interessadas ocorrerá na sede da B3, na capital paulista.

4. Noticiário político

Governo Lula edita portaria que tenta devolver poder sobre emendas a Padilha

Em meio a crise na articulação, o governo decidiu devolver o controle das emendas parlamentares ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e editou uma portaria que obriga o titular da articulação política a ser notificado dos pedidos feitos pelos parlamentares.

Bernie Sanders: Farei o possível para EUA apoiarem taxação de super-ricos proposta pelo Brasil

“Precisamos de justiça em todo o mundo e farei o meu melhor para garantir que os Estados Unidos sigam o exemplo”, disse o senador americano, a jornalistas, após participar de uma reunião bilateral com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na quinta-feira, em seu escritório.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR4)

A Petrobras assinou hoje com a BP um Memorando de Entendimentos (MoU) com a finalidade de promover oportunidades de cooperação e negócios entre as empresas. O acordo não vinculante abrange temas como Combustíveis Sustentáveis, Créditos de Carbono, Biorrefino e Exploração e Produção.

Vibra (VBBR3)

A Vibra (VBBR3) aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 676,2 milhões, equivalente a R$ 0,60634801971 por ação, em duas parcelas.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)