Separação completa entre economia dos EUA e da China teria repercussões negativas, diz Yellen

"Não temos nenhum interesse em um mundo tão dividido e em seus efeitos desastrosos", disse a secretária do Tesouro americano

Estadão Conteúdo

Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos (Foto: Alex Wong/Getty Images)
Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos (Foto: Alex Wong/Getty Images)

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A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou que os Estados Unidos não buscam um desacoplamento da China. A autoridade falou que uma separação completa entre a economia americana e a da China, ou mesmo uma abordagem que force as nações a escolherem lados, teria repercussões negativas significativas para o mundo. “Não temos nenhum interesse em um mundo tão dividido e em seus efeitos desastrosos”, falou ela em discurso divulgado hoje sobre as relações dos EUA com a região do Indo-Pacífico.

Yellen disse que, dadas as conexões econômicas na região e a complexidade das cadeias de suprimento globais, tal separação não seria algo prático. Em vez disso, os EUA estariam desescalando riscos e diversificando suas cadeias de fornecimento, ao “investir internamente e fortalecer os vínculos com aliados em todo o mundo”, disse Yellen.

A secretária afirmou ainda que a abordagem econômica dos EUA à China será centrada em três objetivos: garantir a segurança nacional e avançar nos direitos humanos; buscar relação econômica saudável e benéfica para as duas partes; colaborar nos desafios globais, de mudanças climáticas a estresse fiscal em países de baixa renda.

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Ela falou que tais esforços incluem também responder adequadamente ao que chamou de “práticas econômicas injustas da China”, citando como exemplos “as políticas não mercantis que prejudicam as empresas e os trabalhadores americanos, as barreiras que a China impõe ao acesso ao mercado, e a utilização do seu poder econômico para coagir parceiros comerciais vulneráveis”.